Demolição foi a palavra de ordem
Como não poderia deixar de ser, os embates entre a oposição e o governo na Câmara Municipal de Brusque estão cada vez mais acentuados. E, na primeira reunião do ano, ocorrida na terça-feira (2), não poderia ser diferente. Foi o prenúncio para se ter uma amostra de como será este ano. Principalmente em função de ser período eleitoral.
O tema foi a palavra demolição. O líder do Democratas, Dejair Machado, acusou o governo de estar demolindo tudo o que vê pela frente e que tem a marca da administração anterior. Além de falar a respeito das ciclofaixas, que na avaliação de Dejair “são desnecessárias”, o vereador abordou também a questão que envolve um ginásio de esportes no bairro São Luiz. Djair considera que o mesmo estaria precisando de reparos há vários meses, mas que permanece sem atenção por parte da prefeitura.
“Isso aconteceu no dia 14 de abril do ano passado. Quem trouxe esta informação foi o presidente da Associação de Moradores. (...) Nada, absolutamente nada, foi feito”, disse o vereador na tribuna da Casa. A critica feita por ele é de que a obra não recebeu reparos por ter sido inaugurada na gestão de Ciro Roza. Machado ainda acusou o governo de tentar negociar o terreno com a Unimed para a construção de um hospital. Segundo Dejair, essa negociação teria que ter passado pela Câmara.
O vereador Edson Rubem Muller (PP) defendeu o governo. Ele disse que teve conhecimento da negociação com a cooperativa médica, mas que nada se confirmou porque a mesma teria desistido. Valmir Ludvig (PT), líder do governo, colocou que justamente nada passou pela Câmara porque não houve negociação. A informação repassada pelos membros do governo é de que as obras de recuperação serão realizadas e no local será erguida uma creche.
Como não poderia deixar de ser, Dejair Machado citou ainda como exemplo a demolição do Brusquarium. O líder do governo novamente rebateu, alegando a necessidade de a remoção ser feita. “Quando se tem que tomar decisão, o governo tem coragem de tomar decisão. Tem um dado aqui importante: as pessoas passavam e dava choque. Tenho certeza que se ao passar pelo Brusquarium morresse alguém, aí iríamos fazer a discussão de quem é o culpado.” justificou.


